Fermentação de mandioca – “Puba 2.0”: estudos físico-químicos, microbiológicos e perfil de viscosidade
| dc.contributor.advisor-co1 | Cavalcante, Rodrigo Barbosa Monteiro | pt-BR |
| dc.contributor.advisor1 | Ascheri, Diego Palmiro Ramirez | pt-BR |
| dc.contributor.author | Lopes, Pedro Faria | |
| dc.contributor.referee1 | Ascheri, Diego Palmiro Ramirez | pt-BR |
| dc.contributor.referee2 | Ferreira, Tânia Aparecida Pinto de Castro | pt-BR |
| dc.contributor.referee3 | Morgado, Cristiane Maria Ascari | pt-BR |
| dc.date.accessioned | 2026-10-09T18:31:46Z | |
| dc.date.issued | 2021-03-29 | |
| dc.description.abstract | Cassava (Manihot esculenta), a South America’s native plant, can be consumed in different ways. Cassava roots traditionally go through cooking or drying processes before being consumed. Cassava fermentation is a technique developed by indigenous communities in South America that allows the roots to be stored for long periods, reduces the cyanide content in toxic varieties, and develops aroma and flavor. In 2014, a farmer and researcher of Agroforestry Systems, Ernst Götsch, starred in a video entitled “Cassava: a recipe - “Puba 2.0””, showing the preparation of cassava silage in glass jars, with sensory properties similar to traditional Puba, with suggested consumption in the form of Beiju. The technique described by Ernst is different from all the fermented cassava products found in the literature, so this work aims to study the fermentation process of Ernst Götsch's recipe “Puba 2.0” and analyze its physical-chemical, technological, and microbiological characteristics. Two experiments were carried out: Experiment 1 was conducted in a completely randomized design, in a 2 x 14 factorial arrangement. The treatments were: cassava roots in conventional cultivation with and without peel (SCCE and SCCS, respectively) and fermentation time from 0 to 14 days (Tf0 to Tf14). Experiment 2 was conducted in a completely randomized design, in a 2 x 2 x 2 factorial arrangement, with three replications. The factors were: with and without the peel (CE and SE, respectively), conventional cultivation system (SCC) and organic cultivation system (SCO) and fermented and without fermenting (F and SF, respectively). The results of Experiment 1 and 2 were submitted to variance analysis (ANOVA), at the level of 5% probability The main differences between the organic and conventional cultivars were the vitamin C content and beneficial microbiological development, which were significantly higher in the organic cultivar. The cortex added higher values of protein and fibers, insoluble and total, to “Puba 2.0”. Fermentation reduced all nutritional contents and was effective in reducing the count of pathogenic organisms presented in the dough without fermenting. The bacteria Lactococcus garvieae, Leuconostoc mesenteroides, and Lactococcus lactis were identified in the samples of “Puba 2.0”. These bacteria represents, according to the literature, a probiotic potential in “Puba 2.0”. The fermentation showed suitable viscosity parameters, which indicate a potential use of “Puba 2.0” in developing bakery products, such as bread, cakes, and pizzas. | |
| dc.description.resumo | A mandioca (Manihot esculenta), planta nativa da América do Sul, pode ser consumida de diversas formas. As raízes, tradicionalmente, passam por processos de cocção ou secagem antes de serem consumidas, sendo a fermentação da mandioca uma técnica desenvolvida por comunidades indígenas da América do Sul com o intuito de permitir o armazenamento das raízes por longos períodos, reduzir o teor de cianeto em variedades tóxicas, além de desenvolver aroma e sabor. Em 2014, o agricultor e pesquisador de Sistemas Agroflorestais Ernst Götsch protagonizou um vídeo intitulado “Mandioca: uma receita - “Puba 2.0”” mostrando o preparo de uma silagem de mandioca em frascos de vidro, com propriedades sensoriais análogas à Puba tradicional, com sugestão de consumo na forma de Beiju. A técnica descrita por Ernst é diferente de todos os produtos fermentados de mandioca relatados na literatura consultada, por isso o presente trabalho tem por objetivo estudar o processo de fermentação da “Puba 2.0” de Ernst Götsch e analisar as suas características físico-químicas, tecnológicas e microbiológicas. Foram realizados dois experimentos: o Experimento 1 foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2 x 14. Os tratamentos foram: raízes de mandioca em cultivo convencional com e sem entrecasca (SCCE e SCCS, respectivamente) e tempo de fermentação de 0 a 14 dias (Tf0 a Tf14). O Experimento 2 foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2 x 2 x 2, com três repetições. Os fatores foram: com entrecasca e sem entrecasca (CE e SE, respectivamente), sistema de cultivo convencional (SCC) e orgânico (SCO) e fermentada e sem fermentar (F e SF, respectivamente). Os resultados do Experimento 1 e 2 foram submetidos à análise de variância (ANOVA), ao nível de 5% de probabilidade As principais diferenças significativas entre as cultivares orgânica e convencional se deram no teor de vitamina C e no desenvolvimento microbiológico de bactérias de interesse, que foram significativamente maiores na cultivar orgânica (teste t, p≤0.05). A entrecasca agregou maiores teores significativos de proteína e de fibras, insolúveis e totais, à “Puba 2.0”. A fermentação reduziu todos os teores nutricionais e foi eficaz em reduzir a contagem de organismos patogênicos presentes na massa sem fermentar. Foram identificadas a presença das bactérias Lactococcus garvieae, Leuconostoc mesenteroides e Lactococcus lactis nas amostras de “Puba 2.0”. Essas bactérias representam, um potencial probiótico na “Puba 2.0”. A fermentação apresentou bons parâmetros de viscosidade, que indicam um potencial de uso da “Puba 2.0” no desenvolvimento de produtos de panificação, como pães, bolos e pizzas. | pt-BR |
| dc.format.extent | 98 páginas | pt-BR |
| dc.identifier.capesdegreeprogramcode | 52012018002P8 | |
| dc.identifier.citation | LOPES., Pedro Faria. Fermentação de mandioca – “Puba 2.0”: estudos físico-químicos, microbiológicos e perfil de viscosidade. 2021. 98 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) - Câmpus Central - Sede: Anápolis - CET - Henrique Santillo, Universidade Estadual de Goiás, Anápolis, GO, 2021. | |
| dc.identifier.uri | https://bdtd.ueg.br/handle/123456789/1949 | |
| dc.language.iso | pt-BR | |
| dc.publisher | Universidade Estadual de Goiás | pt-BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt-BR |
| dc.publisher.department | Coordenação de Mestrado em Engenharia Agrícola | pt-BR |
| dc.publisher.initials | UEG | pt-BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação Engenharia Agrícola | pt-BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt-BR |
| dc.subject | Manihot esculenta | |
| dc.subject | Physical-chemical properties | |
| dc.subject | Organic farming system | |
| dc.subject | Whole food processing | |
| dc.subject | Gluten-free foods | |
| dc.subject.palavraschave | Manihot esculenta | |
| dc.subject.palavraschave | Propriedades físico-químicas | pt-BR |
| dc.subject.palavraschave | Sistema de cultivo orgânico | pt-BR |
| dc.subject.palavraschave | Aproveitamento integral de alimentos | pt-BR |
| dc.subject.palavraschave | Alimentos sem glúten | pt-BR |
| dc.title | Fermentação de mandioca – “Puba 2.0”: estudos físico-químicos, microbiológicos e perfil de viscosidade | |
| dc.type | Dissertação | pt-BR |
| dc.type.category | Bibliográfica | pt-BR |
